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Crise dos opióides: o riscos de morte dos medicamentos para dor

calendar Publicação: 23/09/2021 - Última atualização: 23/09/2021
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Pedro Ferreira
Pedro Ferreira

Redação Infovital

Enquanto os Estados Unidos enfrentam uma epidemia de mortes, o consumo de opiáceos aumenta no Brasil

O uso de opióides, medicamentos com efeito analgésico, é uma crise de saúde pública que já acendia um alerta nas autoridades desde antes da pandemia do coronavírus, mas tem se agravado. Enquanto os Estados Unidos apresentam números assustadores de mortes por overdose, o Brasil registrou um aumento de 465% no consumo desse tipo de analgésico em seis anos. 

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), foram registradas 93 mil mortes por overdose nos Estados Unidos em 2020, o maior número da história. Desse montante, mais de 74% foram causados por uso de opióides.

Contudo, o problema não é novidade para os norte-americanos. Entre 1999 e 2019, mais de meio milhão de pessoas vieram a óbito por overdose desses tipos de remédios. O mais consumido é o Fentanil, um sintético utilizado contra dores e que pode ser 50 a 100 vezes mais forte que a morfina.

Esse assunto voltou ao destaque na mídia recentemente depois da polêmica com a Purdue Pharma. A empresa teve o pedido de falência aceito pela justiça após serem denunciados criminalmente por diversos órgãos públicos devido a campanhas de marketing agressivas.

A Purdue era fabricante da OxyContin, fármaco apontado como o principal responsável pela crise de opióides nos EUA. Há indícios de que a companhia pagava médicos para prescrever o medicamento altamente viciante, fato ocultado pelos fabricantes.

Kelly Lemos, fisioterapeuta e especialista da Jolivi Natural Health, explica que esses medicamentos têm um efeito analgésico muito forte, porém momentâneo. O uso contínuo pode acabar gerando tolerância e proporcionar uma necessidade constante para ser consumida, levando à dependência.

“A primeira vez que a pessoa usa um opióide, ela tem aquela sensação de êxtase igual ao uso de drogas. Mas esse efeito não se repete, então ela aumenta a dose da medicação cada vez mais. Isso é muito grave”, afirma.

A situação no Brasil

O uso de opióides no Brasil não chega a ser uma epidemia como nos EUA, mas o uso do medicamento vem crescendo por aqui. De acordo com uma pesquisa da Fiocruz, 4,4 milhões de pessoas já consumiram ilegalmente algum opiáceo. O número corresponde a quase 3% da população brasileira.

Outra pesquisa, feita com dados publicados pela Anvisa e divulgada no American Journal of Public Health, revelou que a venda prescrita desse medicamento aumentou 465% entre 2009 e 2015. O produto esteve presente em mais de 9 milhões de receitas médicas pelo Brasil.

Ainda não foi registrado um número expressivo de mortes por overdose desse fármaco no país. Entretanto, Kelly acredita que o país poderá enfrentar uma crise de opióides futuramente, ou até mesmo agora. 

Em 2017, em um evento falando sobre opióides no interior de São Paulo, a especialista presenciou uma situação curiosa.

“Eu me surpreendi porque, na plateia, várias pessoas contaram que já haviam usado esse medicamento e tido dificuldades para parar ou conheciam pessoas que passavam pelo mesmo problema. E já tinha na época uma campanha muito maciça para os opióides entrarem largamente aqui”, conta a fisioterapeuta.

OxyContin: medicamento envolvido na crise de opióides nos EUA é vendido livremente no Brasil

Também foi observado que a prescrição de produtos a base de codeína, para dores moderadas, aumentou em 95%. 

A codeína também é um dos componentes da droga chamada Lean. Popular entre os jovens, a bebida mistura refrigerante, balas de goma e o antialérgico prometazina, para aumentar o efeito de sedação. Ela pode levar à síndrome de abstinência e até mesmo à morte.

Apesar do uso de opióides não ser tão popular no Brasil, o consumo de analgésicos mais leves causa preocupação. De acordo com uma pesquisa realizada no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, esses fármacos lideram as emergências causadas por intoxicação de medicamentos.

Os medicamentos paracetamol e ibuprofeno foram responsáveis por 84% dessas internações. Mesmo não sendo tão viciantes como os opiáceos, podem ser prejudiciais à saúde caso consumidos de forma inadequada.

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Alternativas naturais de tratamento

Além de fisioterapeuta, Kelly Lemos também é terapeuta corporal e autora do Projeto Apague Sua Dor. Ela afirma que os analgésicos naturais são muito mais efetivos contra as dores do que os sintéticos e não agridem o organismo.

“Eles (analgésicos naturais) são a inteligência do nosso corpo trabalhando para nos cuidar. Tanto os produzidos no nosso corpo, quanto recursos como as ervas, se bem administrados, não têm o nível de efeitos colaterais e de dependência química como os sintéticos”, explicou.

De acordo com a fisioterapeuta, os analgésicos feitos em laboratório lesionam órgãos do corpo como rins e fígado ao serem absorvidos. Além disso, atrapalham a longo prazo que o nosso organismo produza os próprios opióides endógenos. Isso ocorre pois ocupam as sinapses do cérebro.

A alimentação pode ajudar no tratamento das dores crônicas. Uma dieta anti-inflamatória pode fortalecer o sistema imunológico, tornando o organismo muito mais resistente a infecções.

Por fim, Kelly também recomenda a aromaterapia. O tratamento feito à base de óleos essenciais, derivados de plantas, é outra alternativa mais eficiente e muito menos agressiva ao corpo do que os opióides.

“Quando o óleo é inalado, ele penetra pela narina e rompe a barreira hematoencefálica. Isso quer dizer que ele adentra o sistema nervoso, entrando diretamente na corrente sanguínea e circulando as propriedades terapêuticas dentro do nosso corpo”, explica.

Conheça uma nova alternativa para o tratamento de dores com o Projeto Apague Sua Dor, feito pela fisioterapeuta Kelly Lemos.

*Sob supervisão de Giovanna Tavares

Pedro Ferreira
Pedro Ferreira

Redação Infovital