Notice: WP_Scripts::localize foi chamada incorretamente. O parâmetro $l10n deve ser um array. Para passar um dado arbitrário para os scripts, use a função wp_add_inline_script() ao invés. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 5.7.0.) in /var/www/html/wp/wp-includes/functions.php on line 5663

Dona da Marlboro aposta em nova estratégia para driblar Anvisa

calendar Publicação: 15/10/2021 - Última atualização: 15/10/2021
clock 1min
Rodrigo Ribeiro
Rodrigo Ribeiro

Redação Infovital

A empresa de cigarros contratou políticos para auxiliar no processo de liberação dos cigarros eletrônicos. A Agência Nacional estuda liberar a venda dos dispositivos.

Conhecidos na política, José Múcio Monteiro, ex-ministro do governo Lula, e o ex-deputado Cássio Cunha Lima (PSDB) agora dão expediente na fabricante de cigarros Philip Morris (PMI). Os dois vão representar a empresa nas relações com a Anvisa. 

Na prática, isso significa que eles poderão se beneficiar da posição política para influenciar, mesmo que indiretamente, as decisões do poder público, nesse caso representados pela Agência Nacional. 

A iniciativa da fabricante de cigarros para se aproximar da Anvisa com essas contratações não acontece à toa.  Desde junho de 2019,  o órgão regulador abriu um processo interno para definir se determinados cigarros eletrônicos poderiam ser liberados (no Brasil, são proibidos desde 2009). 

Em agosto de 2019, a PMI – fabricante de marcas como o Marlboro – entrou com um pedido de registro para alguns dos componentes dos DEFs vendidos pela empresa, mas foi atendida. 

Foi nesse momento que a empresa decidiu contratar Múcio, ex-presidente do Tribunal de Contas da União. Já o ex-deputado Cunha Lima atuava para a empresa desde 2019. O tucano foi questionado pelo UOL sobre a relação com a PMI, mas não quis comentar o assunto por questões concorrenciais. 

Com esse novo time de políticos a PMI espera a decisão da Anvisa sobre a liberação dos cigarros eletrônicos no Brasil, que deve ocorrer até dezembro. 

Os produtos fazem parte da nova política da empresa que pretende diminuir as vendas de cigarro comum e favorecer a dos eletrônicos. 

A dona da Marlboro argumenta que esses dispositivos são menos prejudiciais à saúde quando comparados com os outros produtos de tabaco, mas o Instituto Nacional do Câncer (INCA) é uma das instituições que discordam dessa afirmação.

O Órgão do Ministério da Saúde lançou um artigo onde analisa mais de 22 pesquisas de diferentes países sobre assuntos relacionados ao tabagismo. O estudo foi lançado em 2016, e comprovou que o processo de vaporização dos DEFs inclui substâncias potencialmente causadoras de doenças pulmonares e cardiovasculares.

*Sob Supervisão de Julia Noleto

Rodrigo Ribeiro
Rodrigo Ribeiro

Redação Infovital