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Mulheres negras são as que mais morrem em tentativas de aborto, aponta estudo

calendar Publicação: 04/10/2021 - Última atualização: 04/10/2021
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Marcello Sapio
Marcello Sapio

Redator

Um documento disponibilizado pela ONG Criola reuniu dados nacionais e mostram maior vulnerabilidade das mulheres negras em questões sociais

A Organização Não Governamental, Criola, que atua na defesa e promoção dos direitos das mulheres negras, lançou um documento com dados que revelam um cenário alarmante de saúde para essa população.

Entre os meses de janeiro de 2020 a fevereiro de 2021, foram registradas mais de 209 mil internações por aborto no Brasil. Quase a metade são provenientes de mulheres negras, com mais de 100 mil internações no mesmo período.

O número de mulheres brancas internadas pelo mesmo motivo é de 52 mil, o que representa menos de 25% do total. Isso reflete, principalmente, na questão da educação sexual e o acesso às medidas preventivas.

Quando se fala de óbitos, esses dados ficam mais evidentes. Das 73 mortes registradas no período, 33 foram de mulheres negras contra 13 de brancas. “Não informados” aparecem em terceiro lugar no ranking com 20 mortes.

Fonte: ONG Criola

“Sabemos que, historicamente, o racismo construiu para as mulheres negras estereótipos como hipersexualização e objetificação de seus corpos que buscam legitimar a violência perpetrada sobre seus corpos (…) A vida reprodutiva das mulheres negras é marcada por interdições que ceifam o direito de escolha e de uma vivência digna dos direitos reprodutivos”, concluiu o estudo.

Marcello Sapio
Marcello Sapio

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