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Essa é a reação surpreendente do corpo quando você come doce

calendar Publicação: 22/09/2021 - Última atualização: 22/09/2021
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Ana Araujo
Ana Araujo

Editora

Depois de passar pela boca, o açúcar tem um longo caminho pelo corpo. Mas quando essa voltinha se torna prejudicial? Descubra essa viagem impressionante

Enquanto você saboreia algo doce, uma explosão de reações está acontecendo no seu corpo — e, dependendo do consumo diário de açúcar, o que dura 10 segundos na boca pode causar estragos no longo prazo. 

O organismo transforma qualquer carboidrato consumido em açúcar, mesmo os salgados. Porém, aqui, o infovital focará em mostrar como o corpo reage quando você consome algo doce. 

Essa é a surpreendente viagem do açúcar no corpo humano.

Primeira parada: boca

É assim que o açúcar chega no corpo

Os gloriosos segundos que o doce toca as papilas gustativas são como mágica. É a partir da língua que acontece a primeira comunicação, que é com o cérebro.

Cérebro e o êxtase do açúcar

E é assim que o cérebro reage

A mensagem de que tem algo doce rolando chega logo aqui. Logo o cérebro capta a mensagem que vem das papilas gustativas e libera dopamina e serotonina, hormônios que melhoram o humor. Essa reação, por sua vez, estimula uma região chamada núcleo accumbens, associada à recompensa.

Acredite se quiser: este é um processo muito similar ao que leva ao vício de drogas, o que explica porque às vezes é tão difícil resistir ao açúcar. Essa relação ficou explícita em um estudo chamado “Vício em açúcar: da evolução à revolução”, publicado no científico Frontiers in Psychiatry.

No longo prazo, o mesmo estudo mostrou que pode ocorrer a chamada “síndrome da deficiência da recompensa”. Ou seja, este sistema acaba corrompido, levando o indivíduo a querer mais açúcar para ter o mesmo prazer que tinha antes ao comer doces.

Bonde do aparelho digestivo

Enquanto o cérebro faz a festa, o doce passa pelo estômago e chega ao intestino. É lá que as enzimas transformam o açúcar em glicose. Essa molécula é uma das fontes de energia — não a melhor — do corpo humano e, por isso, ela precisa ser transportada pelo organismo e convertida em combustível.

Isso é feito com ajuda do pâncreas.

Aqui é o pâncreas, parado aí!

Entra no carro, açúcar, a gente vai pra corrente sanguínea

Quando as moléculas de glicose chegam no sangue, este órgão liga os motores para produzir a insulina, um hormônio cuja função é “fiscalizar” os níveis de açúcar na corrente sanguínea. 

É aí que entra a insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas cuja função é ser o “fiscal” que regula esses índices e transporta a glicose do sangue para dentro das células, onde é convertida em energia. É como se a insulina fosse uma chave que abre as fechaduras das células do corpo e permite a entrada da glicose.

E o diabetes, vem de onde?

Quando se consome mais açúcar do que o corpo precisa, ele é estocado, ou seja, vira gordura corporal. Se o hábito persiste, o pâncreas precisa produzir tanta insulina que acaba sobrecarregado. Ao mesmo tempo, os demais órgãos simplesmente param de receber bem o hormônio — ou seja, a glicose perde sua “carona”. É a chamada resistência insulínica.

No longo prazo, esse mecanismo é responsável pelo diabetes tipo 2. Por isso, parte do mecanismo de cura do diabetes defendido pelo Dr. Naif Thadeu, nutrólogo à frente do Protocolo Contra o Diabetes, é reduzir drasticamente a quantidade de carboidratos consumidos. 

A dieta cetogênica serviria como um alívio a um pâncreas exausto e ao organismo já sobrecarregado — tudo isso sem necessariamente abrir mão dos prazeres da mesa. 

“A dieta cetogênica corta o mal pela raiz, por assim dizer, e em questão de três dias você já pode observar a normalização da glicemia. Apesar de parecer uma dieta restritiva, eu garanto: a cetogênica é muito saborosa e flexível”, afirma o nutrólogo.

Um doce coração (e não no bom sentido)

Quando não entra nas células, o açúcar fica passeando pela corrente sanguínea, causando um efeito que o Dr. Naif Thadeu chama de “caramelização” do sangue em um processo chamado de glicação. 

Aqui, em vez de transportar oxigênio, a hemoglobina acaba se associando ao açúcar que está excedente na corrente sanguínea. Esse combo nada desejável resulta em veias se estreitando e endurecendo, ficando ainda mais difícil deste sangue também comprometido passar.

Neste cenário, o coração precisa dar duro para bombear sangue para o corpo todo. Para que se tenha ideia, o especialista da Jolivi alerta que não é preciso ter diabetes para sentir os efeitos: a resistência insulínica em si já aumenta o risco de insuficiência cardíaca.

Por isso, quem tem predisposição ao diabetes ou já desenvolveu a doença precisa ter cuidado redobrado. É o que ensina o Dr. Naif Thadeu no Protocolo Contra o Diabetes, que mostra os hábitos-chave para derrubar a doença sem nenhum remédio.

Referências

Stass, Joanna. What Happens To Your Body An Hour After Eating Sugar?. Independent.co.uk
Wiss, David A et al. “Sugar Addiction: From Evolution to Revolution.” Frontiers in psychiatry vol. 9 545. 7 Nov. 2018, doi:10.3389/fpsyt.2018.00545
The sweet danger of sugar. Harvard Health Publishing
Scremin, Fernando. Glicemia Sob Controle: Os segredos para regular naturalmente os seus níveis de açúcar no sangue e emagrecer. Vitaminas.com.vc.
Thadeu, Naif. Protocolo Contra o DIabetes. Jolivi Natural Health.

Ana Araujo
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